domingo, 4 de junho de 2017

Equipa ou cada um por si?


(crónica de José Miguel Vitória Rodrigues)

Quando nos referimos a um agrupamento orquestral ou a uma equipa desportiva, por vezes debatemo-nos com o significado real da palavra equipa, o qual nos conduz a uma reflexão sobre o seu sentido prático. 

No início de qualquer projeto, reina o entusiasmo, reina o sonho, reina um sem número de opiniões, visando a concretização da ilusão e normalmente todas estas vertentes do sonho são debatidas em equipa, muitas vezes, em redor de uma mesa redonda, respeitando o sentido democrático da opinião. 

No entanto, importa perguntar: será que a passagem do sonho à concretização é sempre feita em equipa? Melhor! Será que o sonho é apenas uma ideia existencialista, desejada por todos, ou apenas por uma só pessoa (aquele que sonha mais alto, aquele que é considerado, na sua praça, por ser um autêntico visionário, denominado por muitos: o louco, ou doido varrido)?

É verdade, se não formos sonhadores e visionários, nunca conseguiremos alcançar outros patamares, daí ter escolhido a temática mencionada nesta crónica: EQUIPA OU CADA UM POR SI? 

Qualquer sonho para ser concretizado necessita de ser apoiado, ou melhor dizendo, alicerçado em algo físico ou pessoal. No âmbito musical, o sonho em constituir uma orquestra, necessita de uma estrutura, a qual possa apoiar todo o trabalho inerente a um funcionamento regular qualitativo/ formativo. Uma orquestra ou qualquer outro agrupamento musical, não se resume só à figura do maestro (aquele que na gíria é considerado por muitos o “mestre” ou o faz tudo, o que toca os instrumentos todos). O mesmo paralelo podemos fazer com uma equipa desportiva, isto é, o clube para obter resultados minimamente satisfatórios necessita de ter um estrutura de apoio, necessita de um espaço físico para desenvolver a sua atividade, necessita de funcionar como EQUIPA.

No fundo, uma equipa (numa orquestra ou num clube desportivo), envolve muito mais do que: maestro e músicos, ou treinador e atletas; envolve organização, envolve a criação de um elo de ligação que possa funcionar como um fio condutor, o qual possa conduzir o sonho à sua concretização. 

No fundo, não basta saber “ler, cantar ou tocar música”, não basta “saber chutar, correr ou nadar”, estes passos mencionados anteriormente são os sonhos, os quais se obtêm com muito e muito trabalho (quem por lá passa sabe muito bem). Importa sim que tudo funcione em estreita articulação (desde o arquivista ao funcionário que transporta os instrumentos ou materiais de som; desde o roupeiro ao treinador).

EQUIPA funciona em bloco em prol de um objetivo comum. SER SOZINHO, gira em torno de si próprio, do seu próprio ego!

José Miguel Vitória Rodrigues
Professor, maestro, músico e compositor
Licenciado em Professores do Ensino Básico de Educação Musical, pela Escola Superior de Educação de Leiria
Frequência da Pós – Graduação em direção de orquestra de sopros, no Instituto Jean Piaget, Almada
Frequenta atualmente a licenciatura em Música – Formação Musical e Classes de conjunto, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco
Diretor artístico e mentor de PRIMEIRA AULA DE MÚSICA

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