quarta-feira, 3 de maio de 2017

Será que é necessário profissionalismo no amadorismo?


(crónica de José Miguel Vitória Rodrigues)

A resposta é muito simples. SIM!

Se olharmos para os mais variados exemplos da nossa sociedade (refiro-me concretamente às áreas do desporto e da música), muitos deles começaram a desenvolver a sua atividade numa associação/ coletividade.

Começaram por ter alguém que pudesse ajudar os jovens de outrora a descobrir o que era o desporto ou o que era a música.

Foram, sem dúvida, os designados “carolas” que ajudaram a construir muitos dos nossos atletas e músicos de referência da nossa praça, transmitindo-lhes ensinamentos que ficam para a vida e a transmissão da paixão pela atividade em si (desporto ou música, ou até mesmo os dois).

Se me permitem, vou um pouco mais longe, muitos dos ditos “carolas” (com o devido respeito pelo nome), transmitiram o amor pelo associativismo, sendo esse amor manifestado sob diversas formas, sendo uma das quais: o brio com que desenvolviam a sua atividade; o brio com que dinamizavam os seus eventos e o orgulho manifestado pela obra que era desenvolvida em prol de uma comunidade. Aqui importa fazer a pergunta: será que é necessário profissionalismo no amadorismo? Como inicialmente referido: sim; importa existir algum profissionalismo, pois, o mesmo pressupõe rigor, planificação, método e organização. No fundo o profissionalismo é apenas a palavra que resume aquilo que os ditos “carolas” (aqueles que vestiam a camisola) já faziam no seu tempo.

Com o rigor de outrora formaram-se homens e mulheres que se vão destacando hoje em dia, no entanto importa que não esqueçamos a “ilha” onde nascemos para podermos constituir um alicerce forte e sustentável, o qual possa possibilitar as gerações vindouras aquilo que muitos de nós desfrutámos num passado não muito longínquo.

José Miguel Vitória Rodrigues
Professor, maestro, músico e compositor
Licenciado em Professores do Ensino Básico de Educação Musical, pela Escola Superior de Educação de Leiria
Frequência da Pós – Graduação em direção de orquestra de sopros, no Instituto Jean Piaget, Almada
Frequenta atualmente a licenciatura em Música – Formação Musical e Classes de conjunto, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco
Diretor artístico e mentor de PRIMEIRA AULA DE MÚSICA

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