(crónica de Sofia Loureiro)
Todos os dias defendemos a integração e a
inclusão daqueles/as a quem chamamos de minorias ou pessoas em situação de
vulnerabilidade. Prefiro o termo inclusão porque é muito mais vasto e tem um
alcance abrangente, que se consubstancia na igualdade e na oportunidade para
cada um/a e para todos/as.
O processo de inclusão deverá ter sempre em
consideração e como pilar essencial, que cada um/a tem interesses, paixões,
motivações e características específicas e que todas estas devem ser
consideradas ao longo do processo que se pretende inclusivo.
Inclusão também implica que tenhamos
consciência de nós próprios, das nossas forças e das nossas fraquezas, dos
nossos limites para melhor percebermos e respeitarmos as dos outros. E assim a
aprendizagem e o crescimento é mútuo! Isto é inclusão!
São muitas as diretivas internacionais,
europeias e nacionais que visam a inclusão, nomeadamente de pessoas com
deficiência. Mas continuamos a verificar muita dificuldade na adaptação de
processos, métodos e nas atitudes, que possibilitem de forma efetiva o
verdadeiro acesso à igualdade de oportunidades e resultados, das crianças e
jovens, com necessidades especiais.
A escola inclusiva, o desporto inclusivo, a sociedade inclusiva obriga a muitas responsabilidades e mudanças, onde de facto se deitem por terra as redes do preconceito, da caridade, da exclusão e da falsa “integração”. Porque incluir é mais, muito mais do que integrar. Numa sociedade com processos e sistemas articulados que visam a inclusão, é objetivo principal que nenhuma característica, limitação ou dificuldade específica se constituam como barreiras à aprendizagem ou ao sucesso de cada um e de cada uma.
A escola inclusiva, o desporto inclusivo, a sociedade inclusiva obriga a muitas responsabilidades e mudanças, onde de facto se deitem por terra as redes do preconceito, da caridade, da exclusão e da falsa “integração”. Porque incluir é mais, muito mais do que integrar. Numa sociedade com processos e sistemas articulados que visam a inclusão, é objetivo principal que nenhuma característica, limitação ou dificuldade específica se constituam como barreiras à aprendizagem ou ao sucesso de cada um e de cada uma.
A verdadeira e única inclusão é aquela que
transforma as diferenças em riquezas, criando ferramentas e adaptando
estratégias para alcançar a igualdade na diferença.
Também no desporto, da
inclusão se espera muito mais do que juntar num mesmo grupo crianças e jovens
com ou sem qualquer deficiência. Também é muito mais do que “permitir” que as
crianças portadoras de uma qualquer especificidade ou limitação física ou
cognitiva, possam aprender com as outras a viver e a tentar adaptar-se a uma
qualquer prática desportiva. Não!!! A inclusão implica a adaptação do mundo que
os rodeia às suas particularidades, a inclusão tem que promover a participação ativa
e a autodeterminação com base num verdadeiro sentido de justiça e igualdade de
oportunidades. As mesmas oportunidades para aprender. As mesmas oportunidades
para competir. Os mesmos prémios. Os mesmos desafios… mas adaptados às reais
necessidades de uns e outras.
Olhando para o lado sem virar a cara, será que a inclusão está a acontecer? Ou a retroceder??
Sofia Loureiro
Psicóloga Clínica
Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
Pós graduada em Psicoterapia Comportamental e Cognitiva
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