(crónica de Sandra Pita)
As
meias de compressão parecem ser uma tendência de moda desportiva, sendo
utilizadas por um número cada vez maior de atletas. Mais que uma tendência,
podemos verificar que estas meias, que vão quase até aos joelhos, são bem mais
que isso; na verdade, meias deste tipo são usadas há muito por pessoas com
problemas circulatórios e também em situações pós-operatórias.
Qual
a diferença?
Ao contrário das meias de compressão
ditas “tradicionais”, as que são utilizadas no desporto são elaboradas com
material mais resistente.
Quais
os efeitos?
À semelhança de uma meia de compressão
“normal”, as meias de compressão desportivas melhoram significativamente o
retorno venoso para o coração, através de um impulso criado por uma ação
muscular mais eficiente dos gémeos, ocasionando um aumento da capacidade de
resistência do atleta. Esta compressão selectiva promove um maior equilíbrio e
propriocepção, e menor fadiga muscular.
E
resulta mesmo?
Em 2009, Kemmleret e tal realizou uma
pesquisa, que consistia num teste de esforço realizado em passadeira. O teste
começava a uma velocidade de 9 km/h e a cada 5 minutos a velocidade da
passadeira aumentava 1 km/h, indo até à exaustão do atleta. O teste foi
realizado duas vezes, a primeira sem meias de compressão e a segunda com as
meias. Em ambos os testes foram feitas análises de consumo de oxigénio e
dosagem de concentração de ácido láctico no sangue.
O intervalo entre os testes foi de 10 dias,
justamente para que o treino não tivesse influência nos resultados obtidos e
para que fosse possível ao atleta recuperar do esforço.
Os corredores conseguiram, no primeiro
teste sem as meias, suportar um esforço médio de 35 minutos e 18 segundos, sendo que no segundo teste com as meias a
média foi de 36 minutos e 44 segundos,
ou seja, um minuto e vinte e seis
segundos a mais com as meias de
compressão.
Estes dados são suportados por outras pesquisas. A título de exemplo, Ali et al. (2007) verificaram que não ocorrem alterações nos parâmetros fisiológicos durante ou depois de uma corrida de 10 km. No entanto, encontraram melhorias ao nível da dor muscular, apontando como possível justificação a teoria da vibração muscular. Dois outros estudos, realizados em 2006 por Chatardet & Bringardet, verificaram um melhor desempenho e economia de corrida durante uma corrida de 5 Km.
Então…
com meia ou sem meia?
Na prática desportiva, os benefícios
da utilização de meias de compressão durante o exercício são então vários,
sendo mais evidentes:
a) diminuição da
sensação de “pernas pesadas” e de cansaço nos gémeos;
b) aumento do
retorno venoso comprovado e consequente;
c) diminuição do
esforço cardíaco e batimento cardíaco;
d) diminuição
das vibrações musculares e tendinosas resultantes de um esforço contínuo e
prolongado como a corrida, por exemplo.
Este conjunto de
factores aumenta o conforto do atleta durante a competição e a possibilidade de
um rendimento desportivo superior.
Outra das grandes mais-valias da utilização das meias compressivas
durante o exercício é a redução do risco de desenvolvimento de hipertensão
venosa crónica no sistema superficial dos membros inferiores.
E depois do
desporto?
Além da utilização de meias de compressão desportivas durante a
realização de qualquer atividade, há um número cada vez mais crescente de
atletas que utiliza meias próprias para a recuperação após o desporto.
De fato, após a prática desportiva, não existem
dúvidas de que os equipamentos desportivos de compressão são bastante úteis na
diminuição das dores musculares e na recuperação pós-treino e as meias de
compressão são o exemplo disso mesmo. Vários estudos apontam para uma remoção
mais eficiente do lactato, diminuição do inchaço e diminuição da dor muscular
com a utilização das meias de compressão, daí ser aconselhado a todos os
atletas no período que se segue à prática desportiva.
“Agradeço a participação e colaboração da
fisioterapeuta Tânia Santo na realização deste artigo. Do fundo do coração,
obrigada!”
Sandra Pita.
Licenciada em Enfermagem há 12 anos, exercendo em cuidados de saúde primários.
Formação pós-graduada em Geriatria e Gerontologia. Formação em Podologia. Formação em Feridas. Formação em Laserterapia.
Licenciada em Enfermagem há 12 anos, exercendo em cuidados de saúde primários.
Formação pós-graduada em Geriatria e Gerontologia. Formação em Podologia. Formação em Feridas. Formação em Laserterapia.
Contacto: Tlm. 962565899 Email: info.clinipe@gmail.com
Endereço Profissional: Clinipé - Av. das Forças Armadas - Edifício Sopadel, loja 4.
2200-300 Abrantes.
2200-300 Abrantes.





Sem comentários:
Enviar um comentário